Por Kelly Muscardi da Rocha
O frágil texto de encerramento da conferencia do Clima de Copenhague que não fixa metas obrigatórias de redução de emissões de gases estufa e mostra que muitos países ainda não se deram conta das conseqüências do aquecimento global.
Responder aos desafios que ele impõe é tarefa de todos e deve ser iniciada já.
O Clima está mudando mais rápido do que nunca. Desde o início dos tempos ele passou por alterações. Ao longo de períodos mais quentes e outros mais frios, a vida teve de se adaptar e evoluir, mas agora as atividades humanas afetam a dinâmica do próprio planeta. O mais alarmante, é que o ritmo da mudança foi dramaticamente alterado, ameaçando levar muitas plantas e espécies de animais à extinção.
Ao queimar combustíveis fosseis temos acrescentado gases do efeito estufa na atmosfera e como resultado tem-se a concentração desses gases no ar em níveis bem acima do que já foi calculado em qualquer momento nos últimos 800 mil anos. Inevitavelmente, as temperaturas têm subido também. As geleiras estão derretendo mais rapidamente do que o esperado, acelerando a elevação do nível do mar e aumentando o número de casos de inundações oriundas de degelo. Também tem sido registrada a escassez de água fora da época em algumas regiões povoadas do mundo.
O pressuposto de todo o processo tem sido que nosso ambiente natural é capaz de fornecer suprimentos infinitos de combustíveis de acolher cada vez mais os subprodutos da produção de energia. Se optarmos por continuar a queima de combustíveis fósseis até que se esgotem os estoques vamos simplesmente aumentar a quantidade de gases efeito estufa na atmosfera e experimentar um aquecimento muito maior. Mas há uma alternativa. Mudar para um novo paradigma de geração e utilização de energia, baseada em fontes renováveis e eficiência energética, nos permitirá evitar muitos dos problemas de um mundo mais quente.
É crucial porém que não adiemos a ação enquanto se debate a atribuição de responsabilidade porque isso tornará mais difícil atingir a meta. É claro que por tanto que custos da demora são muitos maiores do que os da ação portanto é preciso agir agora.
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