terça-feira, 21 de junho de 2011

Tratamento de água na propriedade rural


Por Wantuelfer Fernandes Gonçalves

Dentre muitas coisas que se deve ter preocupação em uma propriedade rural, uma delas, talvez a mais importante, é água, tanto em questão de quantidade quanto em qualidade. Para se garantir o abastecimento de água de boa qualidade um dos recursos que se pode lançar mão é a captação e tratamento da água dentro da própria área da propriedade, podendo, além da garantia, reduzir os custos da utilização deste recurso natural.

Para começar um projeto desta natureza, deve-se primeiramente escolher de onde será captada a água. Existem as águas subterrâneas (poços artesianos, semi-artesianos, minas) e a água de rios. Embora o tratamento seja praticamente o mesmo para os dois tipos, o nível de interferência no tratamento é bem diferente.

Antes de captada, água deve passar por análises para se conhecer sua qualidade química e microbiológica, para se definir os meios cabíveis para o tratamento. Em geral, para tratá-la dispõe-se a água em tanques, ou caixas, seqüenciais onde, em cada uma, ela receberá um tratamento diferente. No modelo mais tradicional a ordem de tratamentos são, primeiramente a decantação dos materiais sólidos (utilizando produtos para floculação) a qual pode ocorrer em mais de uma das divisões, depois passa-se por uma série de filtragens, buscando a retirada de matérias cada vez menores, utilizando para isso filtros feitos com pedras e areia podendo ter também carvões ativados. Por ultimo se realiza um tratamento químico para o controle biológico (feito, usualmente, com hipoclorito de sódio, ou outro produto com ação parecida) podendo então utilizar desta água para realizar as atividades na propriedade.

Algo que se pode fazer também é a reutilização das águas utilizadas em algumas atividades. Para isso deve-se, no entanto, passar essas águas por um pré tratamento (como por exemplo, uma fossa séptica) antes de somá-las as águas recém captadas.

Outro fator que deve ser observado são os custos envolvidos no processo, o que tornará essa atividade viável ou não. Por isso, é importante que, ao se implantar um sistema, fazer um trabalho de pesquisa sobre as tecnologias existentes, bem como os recursos disponíveis na propriedade para se optar sempre pelo serviço com alta qualidade e baixo custo.

Tomando essas providencias captar e tratar água dentro da propriedade pode ser um grande passo para autonomia e garantia de qualidade dos recursos para o produtor rural. Mesmo os de baixa renda financeira, pois, estes podem se associar e construir um sistema barato e eficiente.

TRATAMENTO DE ÁGUA NO MEIO RURAL


Por Celso da Silveira de Barros

        Independente do meio, a água é um recurso natural de valor inestimável, essencial para a existência de todos tipos de organismos conhecidos na biosfera. Pode- se dizer que sem água não há vida no planeta Terra, e foi neste elemento que foi gerado as primeiras formas de vida conhecidas. Também a água compõe geralmente parte substancial do peso corporal dos seres vivos, promove regulação térmica, é essencial para as funções orgânicas atuando como transportadora dos nutrientes necessários para o bom funcionamento do organismo e facilita o descarte das excreções.

        Mais que um insumo indispensável a vida e a transformação de recursos naturais, é vital para a manutenção dos ciclos biológicos, geológicos e químicos que mantêm em equilíbrio os ecossistemas. Ainda, promove o desenvolvimento econômico, é uma referência cultural e um bem social indispensável à adequada qualidade de vida da população.

        Preocupado com a qualidade, inicialmente os tratamentos de água  foram feitos nos sistemas destinados a abastecer  as populações urbanas, visto que as populações rurais se abasteciam localmente em fontes naturais, que na maioria das vezes a água era potável. Os ecossistemas eram equilibrados.
        Porém com o aumento da população, expansão das áreas urbanas, crescimento das atividades da agricultura convencional e dos rebanhos, ausência de políticas públicas para regulamentar e gerir as várias formas de resíduos e poluentes, está afetando os mananciais de água doce, necessitando também providenciar água em boas condições de higiene através de tratamentos  para a população rural e  para os animais domésticos.

        Em função da demanda crescente por água de boa qualidade para o consumo humano, animais e irrigação, é necessário fazer proteção no entorno das fontes (de encosta ou difusa) isolando-as do trânsito de pessoas e de grandes animais. A captação direta na fonte deve ser planejada para que a água seja direcionada para o tratamento e distribuição sem contacto com o exterior para evitar contaminação. Os corpos de água devem ser protegidos por mata ciliar permanente. Poços rasos, semi artesianos ou artesianos, também devem ser protegidos. As instalações devem ser afastadas de fontes potencialmente poluidoras.

        Em geral o tratamento de água consiste em filtragem e cloração. Para cada situação as  ações e estruturas são planejadas de acordo com  a origem, estado de potabilidade, uso individual ou coletivo e demanda.

sexta-feira, 3 de junho de 2011

A importância da poluição e a qualidade do ar para a vida


Por Flávia Lopes Resende

Poluição é tudo aquilo que o homem introduz na Natureza, seja energia ou substância que prejudica o ambiente e os seres vivos, desequilibrando-o. Existem vários tipos de poluição, uma delas é a do ar. Ela depende dos tipos e das quantidades de poluentes que nele se encontram. É especialmente comum nas grandes cidades e afeta o homem, as plantas e os outros animais, causando-lhes diversos danos. Ela é causada pelas inovações tecnológicas, a rápida industrialização, juntamente com a explosão demográfica ocorrida, o que é conseqüência do uso indiscriminado de petróleo nas indústrias, no transporte automotivo, aéreo, do uso também de carvão nas termoelétricas e dos processos industriais poluidores.

As condições metereológicas, como ventos, chuvas e umidade do ar e a topografia de uma região exercem importante influencia no comportamento dos poluentes na atmosfera. Raramente a poluição do ar se deve a um só tipo de poluente. Nas grandes cidades, o que ocorre é uma associação dos diversos agentes poluentes, o que frequentemente agrava bastante a situação. Por exemplo, o dióxido de enxofre, o poluente mais comum na atmosfera, sozinho é capaz de provocar sérios distúrbios respiratórios. E quando se combina com sulfatos torna-se mais perigoso ainda, podendo causar a morte de pessoas devido a complicações pulmonares. São vários os tipos de poluentes, os mais lembrados são: Material particulado, Dióxido de carbono (CO2), Monóxido de carbono (CO), Óxidos de nitrogênio, Dióxido de enxofre (SO2), Clorofluorcarbono (CFC) e Chumbo-tetraetila. 

            A poluição do ar torna um dos atos mais simples de todos, um ato involuntário em penoso para a maioria das pessoas, pois uma vez inalado com freqüência esses gazes citado provoca doenças pulmonares, não só pulmonares como em todo o sistema respiratório. Por isso deve-se lutar por uma maior qualidade do ar e não só por isso como também pelo ambiente em si, uma vez que, a poluição vem causando alterações até nas variações antes não observada no clima do planeta, segundo alguns estudiosos da área, alem de outras alterações perigosas podendo levar a extinção da vida no planeta.

Como o gás CFC, por exemplo, que destrói a camada de ozônio que protege o Planeta da radiação ultravioleta emitidos pelo Sol. Sem essa proteção todos definharíamos seres humanos, plantas e animais. São esses raios que provocam, por exemplo, o câncer de pele que mata tantas vidas humanas. Todos as formas de vida, inclusive plantas, podem ser debilitadas. Acredita-se que níveis mais altos da radiação podem diminuir a produção agrícola, o que reduziria a oferta de alimentos. A vida marinha também está seriamente ameaçada, especialmente o plâncton (plantas e animais microscópios) que vive na superfície do mar. Eles são a base da cadeia alimentar marinha alem de absorver uma boa parte das emissões de dióxido de carbono (CO2) do planeta.

                               Fala-se também muito sobre o aquecimento global, que é resultado do lançamento excessivo de gazes de efeito estufa, sobretudo o dióxido de carbono (CO2), na atmosfera. Esses gases formam uma espécie de cobertor cada dia mais espesso que torna o planeta cada vez mais quente e não permite a saída da radiação solar. Algumas conseqüência do aquecimento já são vistos segundo os estudiosos que acreditam nele, como o aumento da intensidade de eventos climáticos extremos (furacões, tempestades tropicais, inundações, ondas de calor, seca e deslizamento de terras), outras observada pelos cientistas é o aumento do nível do mar por causa do derretimento das calotas polares, o aumento de 0,8 graus desde a Revolução Industrial. Se chegar a 2 graus o aumento da temperatura eles prevêem efeitos catastróficos que colocaria o desenvolvimento dos países em risco. Aqui entra também o desmatamento como causa desse fenômeno, alem das já citadas anteriormente, a queima de combustíveis fosseis (Carvão, petróleo e gás natural).

Uma disciplina que trata deste assunto em um curso de técnico em meio ambiente e outros cursos que tratam do meio ambiente como agroecologia, é essencial, pois como já foi mencionado anteriormente, é extremamente importante conhecer tais atributos, conhecer quais os parâmetros para sabermos quando o ar esta realmente poluído, sabermos quais as conseqüências acarretadas pela poluição e quais os benefícios de uma qualidade do ar. 

 Para que possamos cuidar melhor de nosso planeta uma vez que só temos este e ele é nossa casa. Podemos sensibilizar as empresas para que se adéqüem e melhore as máquinas para que liberem menos gases no ambiente, os governantes para que eles se conscientize, criando leis mais rígidas, além de melhorar o transporte público, por exemplo, os agricultores que dependem do tempo e do clima para que suas plantações dêem resultados e da população em geral para que todos respeitem e compreenda o Ar, a Água em fim o planeta em que vivemos.                

Mudanças Climáticas: Temos que agir agora


Por Kelly Muscardi da Rocha

O frágil texto de encerramento da conferencia do Clima de Copenhague que não fixa metas obrigatórias de redução de emissões de gases estufa e mostra que muitos países ainda não se deram conta das conseqüências do aquecimento global.

Responder aos desafios que ele impõe é tarefa de todos e deve ser iniciada já.

O Clima está mudando mais rápido do que nunca. Desde o início dos tempos ele passou por alterações. Ao longo de períodos mais quentes e outros mais frios, a vida teve de se adaptar e evoluir, mas agora as atividades humanas afetam a dinâmica do próprio planeta. O mais alarmante, é que o ritmo da mudança foi dramaticamente alterado, ameaçando levar muitas plantas e espécies de animais à extinção.

Ao queimar combustíveis fosseis temos acrescentado gases do efeito estufa na atmosfera e como resultado tem-se a concentração desses gases no ar em níveis bem acima do que já foi calculado em qualquer momento nos últimos 800 mil anos. Inevitavelmente, as temperaturas têm subido também. As geleiras estão derretendo mais rapidamente do que o esperado, acelerando a elevação do nível do mar e aumentando o número de casos de inundações oriundas de degelo. Também tem sido registrada a escassez de água fora da época em algumas  regiões povoadas do mundo.

O pressuposto de todo o processo tem sido que nosso ambiente natural é capaz de fornecer suprimentos infinitos de combustíveis  de acolher cada vez mais os subprodutos da produção de energia. Se optarmos por continuar a queima de combustíveis fósseis até que se esgotem os estoques vamos simplesmente aumentar a quantidade de gases efeito estufa na atmosfera e experimentar um aquecimento muito maior. Mas há uma alternativa. Mudar para um novo paradigma de geração e utilização de energia, baseada em fontes renováveis e eficiência energética, nos permitirá evitar muitos dos problemas de um mundo mais quente.

É crucial porém que não adiemos a ação enquanto se debate a   atribuição de responsabilidade porque isso tornará mais difícil atingir a meta. É claro que por tanto que custos da demora são muitos maiores do que os da ação portanto é preciso agir agora.